Historia em Quadrinhos

Origem da historia em quadrinhos

As histórias em quadrinhos (HQs), a arte de narrar uma história por meio de sequências de desenhos ou figuras, são bem antigas. Sua origem remonta à Pré-História, nas chamadas pinturas rupestres, desenhos que mostravam cenas do cotidiano nas paredes de grutas e cavernas. No Egito, foram encontrados desenhos e hieróglifos em baixo-relevo contando a vida dos faraós. Outras narrativas representadas por figuras são comuns à via-sacra, às tapeçarias medievais, aos vitrais góticos e aos livros ilustrados de diversas épocas. A origem dos balões presentes nas histórias pode ser atribuída aos filactérios, faixas com palavras escritas junto à boca dos personagens, observadas em ilustrações europeias desde o século XIV. Foi a partir do século XIX que o texto começou a acompanhar o desenho. As histórias em quadrinhos são conhecidas como "histórias aos quadrinhos" em Portugal; como "comics" nos Estados Unidos; como "fumetti" na Itália; como "bandes dessinées" na França; e como "mangás" no Japão.

 Os primeiros nomes dos quadrinhos são Rudolf Töpffer artista e escritor suíço considerado um dos mais importantes ilustradores do mundo, com O sr. Vieux-Bois (1827); Henrique Fleiuss, com Dr. Semana (1861); Wilhelm Busch, com os garotos travessos Max e Moritz (1865) Juca e Chico na tradução de Olavo Bilac e Christophe (pseudônimo de Georges Colomb), com A família Fenouillard (1895). Esses artistas aliam qualidades literárias ao desenho e, freqüentemente, mostram situações cômicas. As primeiras histórias apresentam desenhos divididos em quadros acompanhados de legendas, que dão continuidade às ações.

              Os primeiros comics americanos fazem rir explorando cenas da vida cotidiana. Em 1895, Richard Fenton Outcault desenha, pela primeira vez para um jornal, as histórias bem-humoradas de Yellow Kid (1895), o menino que vive nos becos e ruas da cidade. O personagem de camisolão amarelo cor escolhida por oferecer menos problemas de secagem torna-se uma vedete lucrativa. Da cor também nasce o termo "jornalismo amarelo", para designar a imprensa sensacionalista. Outcault introduz os balõezinhos contendo as falas dos personagens e a ação fragmentada e seqüenciada, iniciando nova forma de expressão. Onomatopéias e novos sinais gráficos aparecem nas aventuras de Os sobrinhos do capitão (1897), de Rudolph Dirks, que já utiliza quadrinhos pretos em volta da ação.